Esta página foi criada para que os componetes do grupo 7 troque idéias e experiências, discuta e opine sobre as atividades da interdisciplina Representação do mundo pela matemática.
Questões para o grupo: "Como vocês trabalham as quatro operações com seus alunos? Quais são as maiores dificuldades apresentadas por eles? Como vocês as "contornam"?
Proposta de uma atividade
Ana Paula: Eu trabalho as 4 operações com meus alunos através de materias de contagens que eles trazem de casa. Lanço várias perguntas com eles em grupos, trabalhando através de conjuntos, partindo daà para as operações.
Ex: Vamos formar um conjunto com 3 unidades. Quantas unidades eu tenho? E se formarmos dois conjuntos com três unidades, quanto teremos? Três conjuntos com cinco unidades, quanto teremos? Se colocarmos mais cinco elementos, quanto dá? Se tirarmos sete elementos, vamos ficar com mais ou menos unidades? Quantas. E assim por diante.
As maiores dificuldades que eu noto que eles chegam na 3ª série é na subtração com reserva. Eu parto desde o inÃcio trabalhando com unidade, dezena e centena, com eles, conjuntos, tudo com material concreto e em grupos para um ajudar o outro e bastante exercÃciode fixação.
Faço em sala de aula uma atividade lúdica que eles adoram e aprendem brincando que é o mercado. Eles confeccionam fichas de várias cores dando um valor em reais para cada cor de ficha, trazem de casa embalagens vazias de produtos diversos, pesquisamos os preços de cada produto, tabulamos e após a turma é dividida em compradores e caixas e assim vão trabalhando as 4 operações somando, multiplicando, dividindo e subtraindo os preços e dando troco.
Daniela: Trabalho as quatro operações sempre partindo da unidade, dezena, centena... Faço com que os alunos percebam através de conjuntos as quantidades que comportam em cada casa decimal. Utilizo sempre material concreto para contagem (feijões e tampinhas de garrafas). Na multiplicação exemplifico através de conjuntos que se somam pelo número de vezes em que é solicitada amultiplicação. Exemplo: 2x2, faço dois conjuntos com dois elementos e mostro para eles que a multiplicação também é uma soma. A divisão é bastante complicada dos alunos entenderem. Então quando dou uma conta por exemplo 15:3, pergunto para eles o processo inverso, " qual é o número que multiplicado por 3 que o resultadom é 15" utilizam a tabuada e a formação de conjuntos. Faço também atividades práticas: divido pacotes de bolachas entre eles na hora do lanche, e também dividi a turma de 36 alunos em 4 grupos onde eles mesmos se dividiram aleatoriamente e chegaram as conclusões em que multiplicando 4 grupos por 9 elementos cada um chegariam aos 36 alunos do total.
Luciene:Bem gurias,o uso de material concreto é fundamental para que os alunos consigam visualizar o que está sendo solicitado na operação trabalhada.Utilizo muito o material dourado e meus alunos gostam muito.Aliás este material já é apresentado nas turmas de A20 (1ª série) e A30 (2ª série).Auxilia na concretização do que é unidade,dezena e centena.Concordo contigo Ana,sobre a dificuldade de assimilarem o processo da subtração,do "pedir emprestado",assim como na divisão,conforme o relato da Daniela.Mas acabamos por trablhar da mesma forma:material concreto,jogos e exercÃcios de fixação.Outro dia vi um colega de Educação FÃsica fazendo a seguinte atividade com alunos de A30:nosso pátio e todo coberto de lajotas e cada aluna se colocva em um delas.Então o professor dizia:ex:10+2? Os alunos tinha que contar o número de lajotas que representassem o resultado da operação solicitada(não lembro quais ele falou,apenas exemplifiquei aqui) e ficar naquela que fosse o final do resultado.Adoraram!!!
Kathia
Bom gurias, não quero ser repetitiva, até porque na questão da matemática o primeiro passo é o material concreto, sempre comento com os pais que alguns exmplos em casa auxiliam bastante: perguntar sobre quanto sobrou de troco da compra em que tinha determinada quantia, quantos dias faltam para chegar tal data, quantidade que falta para completar o valor de alguma mercadoria. Em sala de aula utilizo bastante o material dourado como a Luciene, acho um material muito adequado para manuseio e contagem. A nomenclatura auxilia na associação, cubinho é o menor e o cubão muito maior, assim como a barrinha e a placa. começa o entendimento de tamanho com quantidade. Eles tem com este material a noção de quantidade comparando o mesmo formato com empilhamento dos menores para chegar a mesma quantia. Com este material consigo fazer o trabalho das 4 operações. Troca de pequenos materiais por outro que equivale a mesma quantidade mas com menor volume. Eles simulam mercado com trocas de 10 cubinhos com uma plaquinha, menos volume e a mesma quantia. Minha preocupação na minha escola, e penso que em várias, é que a cada ano os alunos vem com maior dificuldade na execução das 4 operações. Quando trabalho com o material dourado eles conseguem resolver histórias matemáticas com todas as operações, mas ao passar estes resultados para o papel muitas vezes é desastroso, não conseguem assimilar. Isto creio que se dá pela não aceitação de que o aluno possa fazer cálculos de cabeça, sem necessitar de lápis e papel para demonstrar. Mas ai ocorre o problema de cumprimento de objetivos e forma de apresentar determinado cálculo, ordem acima de ordem. Tenho um aluno que faz contas de soma, subtração e multiplicação de cabeça e até arrisca algumas de divisão, mas na hora de escreve-las não consegue. Tenho que levar em conta seu raciocÃnio, mas como ele chegará à 4ª série sem saber armar uma conta? Terá o mesmo apoio? Ocorrerá uma frustação e talvez um bloqueio? Hoje minha maior preocupação é a mesma da Ana, a dificuldade deles em fazer contas de subtração e não diminuirem o algarismo que emprestou, na soma é o não colocar o número que sobe, e na divisão é o entender que é o processo inverso da multiplicação. Apesar de fazer muitos exercÃcios de fixação, bingos de multiplicação, ditado de tabuada, trabalhar a tabuada aos poucos, construir jogos de cálculos minha dúvida é que eu tento fazer e trazer o melhor possÃvel mas não estou conseguindo chegar ao resultado solicitado pela cadeira, até então tinha uma certa segurança nos desafios que proponho aos alunos, histórias onde há fatos do dia-a-dia deles como compras, quantidade de quadras para chegar ao colégio, mas me sinto bem insegura agora, não sei se meu caminho tá certo ou se estou longe da estrada, acho que vou pedir carona.
Luciene:Pois é,querida Kathia,me encontrei na última parte desta postagem.Também não consigo ainda entender o que falta para chegar ao objetivo pretendido por esta interdisciplina.Parece que tudo que sabemos e fazemos com a matemática está incorreto ou desatualizado.Isto gera angústia e insegurança.Acho importante refletir sobre determinadas questões,pois nos enriquecerão com certeza,mas fica uma sensação de erro constante.
Ana Paula: É isso mesmo gurias, concordo com vocês, Kathia e Luciene, parece que o fazemos não é o certo, e aà vem a insegurança, mas temos ,como disse a Lu, refletir.
Daniela: Também me sinto angustiada em perceber que os métodos que utilizo com os meus alunos já estão arcaicos. Mas por outro lado observo que o que mudou só foram os meios de se chegar ao mesmo raciocÃnio que já aplicamos com o método tradicional. Semelhante no processo de alfabetização construtivista x tradicional x conteudista, lembram da interdiscipkina de alfabetização? Pois é a Profª expôs os metódos modernos de alfabetização que nada mais me pareceram um enfeite do método tradiconal que já conhecemos e que funciona muito bem. Então acredito que o mesmo se sucede em matemática... todas estas reportagens bonitas nos instigam a pensar, refletir e acrescentar na nossa prática pedagógica em sala de aula no ensino da matemática. Percebem que a reportagem fala em rodeios mas que nos mostra a mesma coisa que já fazemos com as nossas turmas de 4º ano, reforçar bem o conceito de quantidades unidades, dezenas e centenas. e também que o nosso sistema de numeração é decimal.
Kathia : É Daniela, ficamos a pensar: o que não estamos conseguindo? Onde estamos patinando? Colocamos muitos recursos na frente dos alunos, coisas novas, idéias diferentes, modelos de outros paÃses, mas muitas vezes é esquecido de como são nossas crianças, como é sua realidade. Bom, mas isso já é outro departamento. Quando nos é colocado métodos revolucionários, ficamos preocupadas com alguns pontos: Como fazer? Como aplicar? Vou conseguir dominar a estratégia? E na verdade alguns são modelos antigos com um novo figurino e que prá nós também é muito novo. E as crianças? Será que não estão tão perdidas quanto nós? Afinal conhecemos algo, aà nos é mostrado que tem de outras maneiras, mas não conhecemos bem, e temos que aplicar. Mas apesar de todas estas angustias, tenho uma certeza, temos que trocar mais informações e sugestões.
Comments (3)
Anonymous said
at 1:34 pm on Apr 19, 2008
Ótimo gurias, vejo que estão discutindo a NO3. Se precisarem de ajuda, entrem em contato. Um abraço, Simone - Tutora sede Matemática
Anonymous said
at 9:44 am on Apr 28, 2008
Olá Meninas!
Ler o fórum de vocês provocou uma série de sentimentos ambíguos que quero compartilhar com vocês.
Foi muito importante pra mim, me identificar na conversa de vocês. Lembrei da minha professora que me disse uma vez: “Que bom que tu estás angustiada! Gente tranqüila não produz bem!”
Na hora, eu fiquei mais angustiada do que já estava e com muita raiva, afinal, eu não queria estar me sentindo mal. Eu estava construindo um trabalho todo meu, sobre a minha prática, refletindo sobre matemática e tecnologia, enfim, todas essas coisas eram muito queridas por mim, eu sempre fui apaixonada por tudo isso! MAS, de repente, tudo que me dava prazer, começou a me dar angústia!!
Eu, vocês e praticamente todas as pessoas que estão dispostas a aprender e a crescer passam por uma angústia como essa.
Aprender não é somente prazer e alegria como gostaríamos que fosse. Algumas vezes "dói" e muito. Isso porque, para aprender, precisamos tomar consciência das nossas faltas, daquilo que desconhecemos e daquilo que julgávamos certo mas já não temos mais tanta segurança. Estar disposta a assumir e a viver esse desequilíbrio todo é o que faz de nós pessoas em desenvolvimento.
De certa forma, não esperava que o trabalho na interdisciplina seria diferente, uma vez que fiquei sabendo o quão dispostas a aprender vocês são.
Mais do que me solidarizar com as angústias de vocês, percebendo o quanto é difícil passar por tudo isso, me alegro em saber que, mesmo de uma forma doída, tenho podido contribuir para a aprendizagem de vocês.
Anonymous said
at 9:45 am on Apr 28, 2008
Vocês percebem dificuldade dos alunos em aprender matemática? Já pararam pra pensar por que nossos alunos tem tantas dificuldades?
O objetivo da interdisciplina é fazer que com vocês repensem a prática de vocês. Não é nada do tipo “tudo que eu sempre fiz é errado” ou “tenho que aceitar, concordar e aplicar tudo que está sendo apresentada” ou ainda “vou jogar fora tudo que fazia e mudar completamente minha prática”.
O resultado que a interdisciplina solicita de vocês é que aprendam: aprendam novas estratégias; reafirmem as de vocês; pensem e discutam. Isso, certamente, vocês já estão fazendo. Aliás, nós estamos fazendo, porque eu também estou pegando carona nessa viagem com vocês: já aprendi, nessa experiência com vocês, muito mais do que imagina que tinha a aprender!
Bom, era esse o recado que eu queria deixar pra vocês.
Vamos em frente no nosso aprendizado!
Mesmo que ele nos desequilibre tanto nesse momento, quando aprendemos e, com isso, nos reequilibramos, crescemos, nos desenvolvemos e melhoramos enquanto pessoas. Grande [ ]
You don't have permission to comment on this page.